As vulnerabilidades do UpdraftPlus hoje são histórico corrigido, não risco aberto: a versão 1.24.12 e superiores fecharam as falhas conhecidas. Segundo o NVD/NIST (2024), a CVE-2024-10957 teve CVSS 8.8. O risco real mora em rodar versão desatualizada. Atualize e mova o backup para fora do servidor.
As vulnerabilidades do UpdraftPlus são, na prática, um conjunto de 26 CVEs catalogadas ao longo dos anos, sendo a mais grave a CVE-2024-10957 com CVSS 8.8. Nenhuma delas representa risco em aberto para quem roda a versão 1.24.12 ou superior. O ponto que confunde a maioria dos administradores é separar o histórico de falhas já corrigidas do risco que existe hoje. Este guia explica cada vulnerabilidade do UpdraftPlus com o CVE real, a versão afetada e o patch, e mostra como blindar o backup. Para o quadro completo do tema, veja o hub de vulnerabilidades do WordPress da FULL.
O que são as vulnerabilidades do UpdraftPlus: Os 3 tipos
As vulnerabilidades do UpdraftPlus se concentram em 3 tipos: PHP object injection na restauração, exposição de arquivos de backup e falhas de autorização em endpoints AJAX. O perfil público do WPVulnerability registra 26 CVEs no histórico do plugin, sendo 4 de severidade alta e todas já com patch disponível.
A falha de maior impacto, a CVE-2024-10957, ficava na rotina de restauração: um usuário autenticado com permissão baixa conseguia injetar um objeto PHP manipulado e, em certos ambientes, executar código no servidor. As outras duas categorias afetam o destino do backup. Quando o arquivo .zip fica dentro de wp-content sem bloqueio de diretório, ele vira baixável por URL direta.
| CVE | CVSS / severidade | Versão afetada | Patch (versão segura) |
|---|---|---|---|
| CVE-2024-10957 | 8.8 (alta) | abaixo de 1.24.12 | 1.24.12 |
| CVE-2023-32960 | 7.1 (alta) | abaixo de 1.23.4 | 1.23.4 |
| CVE-2017-16871 | 8.1 (alta) | até 1.13.12 | 1.13.12 |
Legenda: a versão instalada é o primeiro dado a checar; abaixo de 1.24.12 o site carrega a CVE-2024-10957 em aberto.
Risco atual versus histórico: A distinção que muda tudo
O risco atual das vulnerabilidades do UpdraftPlus é baixo, e isso é mensurável: zero CVEs sem patch e zero falhas recentes em aberto, segundo o perfil público do WPVulnerability consultado em . Isso é bem diferente do histórico acumulado de 26 CVEs.
As vulnerabilidades do UpdraftPlus ilustram bem isso: um plugin com 26 CVEs catalogadas e todas corrigidas não é um plugin inseguro, é um plugin auditado, onde cada falha encontrada virou um patch. O sinal de alerta não é o número total de CVEs, e sim quantas estão sem correção hoje. A gente vê no suporte da FULL que boa parte dos sustos com o UpdraftPlus vem de gente lendo a lista histórica de CVEs e achando que está exposta, quando na verdade já roda a versão corrigida. O verdadeiro risco aparece quando o plugin fica desatualizado, padrão que detalhamos no guia sobre plugin abandonado e risco de segurança.
Como a cve-2024-10957 funcionava na prática
A CVE-2024-10957 explorava a desserialização de dados na rotina de restauração do UpdraftPlus em versões abaixo de 1.24.12. O mecanismo é direto: um usuário autenticado, mesmo com papel de assinante, enviava um parâmetro de restauração com um objeto PHP serializado e manipulado para forçar o comportamento.
Quando o plugin desserializava esse dado sem validação, abria a porta para PHP object injection, que em ambientes com a “gadget chain” certa permite execução de código. A correção na 1.24.12 passou a sanitizar e validar o parâmetro antes de processá-lo. Nenhuma destas vulnerabilidades do UpdraftPlus exige instrução ofensiva para ser entendida: o foco aqui é defensivo. Quem mantém o plugin atualizado e restringe quem tem acesso ao painel já neutraliza o vetor. Para o passo a passo de atualização correta, veja como atualizar corretamente os plugins do WordPress.
A camada que ninguém olha: Onde o backup mora
O maior risco prático das vulnerabilidades do UpdraftPlus não está no código do plugin, mas no destino do backup: backup no mesmo servidor é ponto único de falha. Quando o arquivo .zip fica dentro de wp-content e o servidor não tem regra no .htaccess bloqueando o diretório, esse arquivo vira baixável por URL direta.
E o backup contém tudo de uma vez. Um invasor que lê o .zip lê o wp-config.php e o banco de dados inteiro, sem precisar de nenhuma falha no plugin. Por isso, manter o destino off-site, como backup do WordPress no Google Drive ou Amazon S3, corta esse vetor por completo. Segundo o Cloudflare Radar, em os ataques de camada de aplicação no Brasil tiveram 16,4% mitigados por WAF, o que justifica manter um firewall na frente do servidor. Antes disso, configure um backup automático do WordPress com destino externo.
Quem escreve sobre CVE aqui: O ângulo CNA
A FULL é a única empresa brasileira credenciada como CVE Numbering Authority (CNA) sob a CISA, status ativo desde . Na prática, isso significa que a FULL é autorizada a atribuir identificadores CVE oficiais, o mesmo padrão que cataloga as vulnerabilidades do UpdraftPlus.
Não é um selo de marketing: quem escreve sobre vulnerabilidade aqui literalmente participa do processo de catalogação de falhas no ecossistema WordPress. Os mais de 150 mil sites conectados à FULL dão a leitura de campo de quais CVEs realmente geram chamado e quais ficam só no papel. Para checar a exposição do seu próprio site, o passo seguinte é como verificar vulnerabilidades no WordPress com uma ferramenta de varredura. Pode ainda consultar o repositório de vulnerabilidades da FULL, atualizado com dados oficiais de CVEs.
UpdraftPlus, BackWPup e all-in-one WP migration: O quadro de risco
No comparativo de risco atual entre plugins de backup e migração, o UpdraftPlus aparece como seguro hoje, ao lado do All-in-One WP Migration, enquanto o BackWPup carrega 1 falha recente em atenção. Nenhum dos três está com CVE crítica sem patch, segundo o perfil público do WPVulnerability.
Olhar as vulnerabilidades do UpdraftPlus de forma isolada engana: o UpdraftPlus compete por simplicidade e base instalada de milhões de sites; o All-in-One WP Migration compete por migração em um clique; o BackWPup compete por backup técnico granular. A diferença de risco está na cadência de atualização de cada projeto, não no número histórico. Vale o raciocínio: quanto mais rápido o plugin patcheia, melhor o sinal de manutenção. A escolha entre eles é menos sobre segurança e mais sobre fluxo de trabalho. Para o veredito de uso real, veja o review completo do UpdraftPlus.
Como blindar o backup com o bundle da FULL
Fechar as vulnerabilidades do UpdraftPlus é direto: manter o plugin atualizado, com destino off-site e um firewall na frente, resolve quase todo o risco. No plano PRO da FULL, por R$849,90, você ativa o UpdraftPlus junto do All in One Security (firewall e WAF) e dos outros plugins do bundle, com gestão centralizada da versão em todos os sites. Diluído nos 10 sites do plano, sai a R$85 por site, contra a soma das licenças avulsas de cada plugin de segurança e backup. A gente vê no suporte que manter versão única e atualizada em toda a base é o que mais reduz incidente, mais do que qualquer configuração pontual. Conheça os planos em FULL.services/planos.
Perguntas frequentes sobre vulnerabilidades do UpdraftPlus
O UpdraftPlus é seguro de usar no WordPress hoje?
Sim, o UpdraftPlus é seguro na versão 1.24.12 ou superior. O perfil público do WPVulnerability registra zero CVEs sem patch e zero falhas recentes em aberto. O risco existe apenas em versões antigas, como as anteriores à 1.24.12, que ainda carregam a CVE-2024-10957. Atualizar resolve.
Por que um plugin com tantos CVEs ainda é considerado confiável?
Porque 26 CVEs catalogadas e todas corrigidas indicam auditoria ativa, não fragilidade. Cada falha encontrada no UpdraftPlus virou um patch. O sinal de alerta de segurança não é o total histórico de CVEs, e sim quantas estão sem correção hoje, que neste caso é zero. Plugin auditado e patcheado é mais seguro que plugin sem histórico.
Qual a versão segura do UpdraftPlus para corrigir a CVE-2024-10957?
A versão segura é a 1.24.12. Ela corrigiu a CVE-2024-10957, que tinha CVSS 8.8 e afetava todas as versões abaixo dela. Qualquer release igual ou superior à 1.24.12 já trata a falha de PHP object injection na rotina de restauração. Confirme a versão no painel de plugins antes de seguir.
É possível proteger o backup do UpdraftPlus sem migrar de plugin?
Sim, é possível e recomendado. Mantenha o UpdraftPlus atualizado, configure o destino do backup para fora do servidor (Google Drive ou Amazon S3) e coloque um firewall ou WAF na frente. Backup off-site evita que o arquivo .zip, que contém o wp-config.php e o banco, fique baixável por URL direta. Não é preciso trocar de plugin.
O que a CVE-2024-10957 do UpdraftPlus permitia que um invasor fizesse?
A CVE-2024-10957 permitia PHP object injection por um usuário autenticado, mesmo com papel baixo como assinante. Ao manipular um parâmetro de restauração, em ambientes com a gadget chain certa, era possível executar código no servidor. A correção na versão 1.24.12 passou a validar e sanitizar esse parâmetro antes do processamento.
Próximo passo para fechar o risco do seu backup
As vulnerabilidades do UpdraftPlus deixam uma lição clara: o risco mora na versão desatualizada e no backup mal guardado, não no plugin em si. Atualize para a 1.24.12 ou superior, mande o backup para fora do servidor e mantenha um firewall ativo. Se o pior acontecer, saiba como restaurar o WordPress a partir do backup antes da emergência. Para continuar aprendendo segurança WordPress, o guia de segurança para WordPress reúne tutoriais, checklists e diagnósticos em um só lugar, e o FULL Academy centraliza todo o material de aprendizado da FULL.
















