A migração de site sem downtime depende de virar o DNS só depois que o site novo já responde igual ao antigo. Segundo a WordPress Developer Docs (2024), o WP-CLI faz search-replace serializado em segundos. Reduzir o TTL para 300 segundos antes corta a janela de propagação. Planeje backup, staging e validação na ordem certa.
A migração de site é o processo de mover um WordPress de um servidor ou domínio para outro mantendo banco de dados, arquivos e URLs intactos. Sem downtime significa que o visitante nunca encontra o site fora do ar durante a troca. O segredo não está na ferramenta, e sim na sequência: você prepara o ambiente novo em paralelo, valida tudo antes de tocar no DNS e só então redireciona o tráfego. Esta migração de site segue 6 passos testados em diferentes stacks. Para o panorama do tema, veja os guias de gestão de sites WordPress da FULL.
Primeiros passos: Visão geral da migração de site
Uma migração de site sem downtime tem 6 etapas e leva de 40 minutos a 3 horas, conforme o tamanho do banco. Pular qualquer check de validação é a causa número um dos tickets de migração quebrada que chegam no suporte da FULL.
Na maioria desses casos, o DNS foi virado antes de o site novo estar validado. A tabela abaixo resume cada etapa, o objetivo e o check que prova que ela funcionou antes de você avançar para a próxima.
Legenda: a ordem das etapas é o que garante zero downtime, não a ferramenta escolhida.
| Etapa | Objetivo | Check de validação |
|---|---|---|
| 1. Backup completo | Ter cópia restaurável de arquivos e banco | Restauração de teste abre o site |
| 2. Reduzir TTL do DNS | Encurtar a janela de propagação | TTL em 300 s no painel de DNS |
| 3. Copiar para o servidor novo | Subir arquivos e importar o banco | Tabelas e wp-content presentes |
| 4. Search-replace de URLs | Trocar domínio antigo pelo novo | Zero URL antiga no wp_options |
| 5. Validar via arquivo hosts | Testar o site novo sem virar o DNS | Home, login e checkout abrem |
| 6. Virar o DNS | Apontar o tráfego para o novo IP | Propagação confirmada nos dois IPs |
A diferença entre uma migração de site tranquila e um site fora do ar por horas está em validar o passo 5 antes do passo 6.
Por que a migração de site causa downtime quando feita errado
O downtime numa migração de site quase nunca vem da cópia dos arquivos, e sim da propagação de DNS feita sem preparo. Quando você troca o servidor com o TTL ainda em 3600 segundos, parte dos visitantes resolve o IP antigo por até uma hora enquanto outra parte já cai no novo.
Se o site antigo foi desligado nesse intervalo, esses visitantes veem erro de conexão. A causa raiz é temporal, não técnica: dois IPs ativos ao mesmo tempo, um deles morto.
O segundo motivo é o banco de dados. Uma migração de site que importa o dump sem rodar search-replace serializado deixa as URLs antigas gravadas em wp_options, nos widgets e no conteúdo do Elementor. O resultado é loop de redirecionamento ou links apontando para o domínio que já saiu do ar. Manter os dois servidores no ar até a propagação terminar elimina o primeiro risco; o search-replace elimina o segundo.
Passo a passo: Como fazer a migração de site sem downtime
A execução de uma migração de site sem downtime cabe em 6 passos sequenciais, e a regra de ouro é manter o servidor antigo no ar até o passo 6 confirmar a propagação. Cada passo abaixo tem um critério de validação que você precisa bater antes de seguir. Nomeie ferramentas reais em cada etapa: UpdraftPlus para backup, Duplicator ou All-in-One WP Migration para empacotar, WP-CLI para o search-replace e Cloudflare para gerenciar o TTL do DNS.
Passo 1: Faça o backup completo e teste a restauração
Antes de qualquer migração de site, gere um backup de arquivos e banco com o UpdraftPlus ou via WP-CLI e restaure essa cópia num ambiente de teste. Backup que nunca foi restaurado é hipótese, não garantia. Boa parte dos tickets de recuperação que chegam na FULL são de quem migrou sobre um backup corrompido e perdeu o original. Use wp db export para o banco e compacte wp-content separado. Guarde a cópia fora do servidor de origem, conforme a rotina de backup do WordPress.
Passo 2: Reduza o TTL do DNS para 300 segundos
Reduza o TTL do registro A do domínio para 300 segundos pelo menos 24 horas antes da virada. O TTL diz aos resolvedores por quanto tempo guardar o IP em cache; com 3600 segundos, a propagação de DNS pode levar uma hora, e com 300 segundos cai para cinco minutos. No painel do Cloudflare ou no seu provedor, edite o registro e salve. Esse ajuste é o que transforma a migração de site numa virada quase instantânea em vez de uma janela longa de inconsistência. Veja o guia de DNS do WordPress para os tipos de registro.
Passo 3: Copie os arquivos e importe o banco no servidor novo
Suba os arquivos e o dump do banco para o servidor de destino sem desligar o de origem. Empacote o site com o Duplicator, que gera um instalador único, ou use o All-in-One WP Migration para sites menores que o limite de upload. Para sites grandes, o WP-CLI evita timeout: wp db import roda direto no shell. Confirme que wp-content, o tema e todos os plugins chegaram íntegros antes de avançar. Nessa fase da migração de site, o domínio antigo continua atendendo o público normalmente.
Passo 4: Rode o search-replace serializado das urls
Troque o domínio antigo pelo novo com search-replace que respeite dados serializados, nunca com um UPDATE de SQL cru. O comando wp search-replace 'antigo.com' 'novo.com' --all-tables reescreve até os arrays serializados do Elementor e dos widgets, que um SQL simples corromperia. Segundo a documentação oficial do WP-CLI, a operação processa milhares de linhas em segundos. Depois, rode wp option get siteurl e confirme que nenhuma URL antiga sobrou no banco da migração de site.
Passo 5: Valide o site novo pelo arquivo hosts
Teste o servidor novo apontando só a sua máquina para o novo IP, sem virar o DNS público. Edite o arquivo hosts local com a linha IP-novo domínio.com e abra o site: você verá o servidor de destino enquanto o mundo ainda vê o antigo. Valide home, login no wp-admin, um post interno e, em loja, o checkout do WooCommerce. Essa validação isolada é o passo que separa a migração de site profissional da amadora, porque pega o erro antes que ele atinja qualquer visitante.
Passo 6: Vire o DNS e monitore a propagação
Aponte o registro A para o novo IP e acompanhe a propagação de DNS nos dois servidores ativos. Como o TTL já está em 300 segundos, a maioria dos resolvedores migra em poucos minutos. Mantenha o servidor antigo ligado por 48 horas: enquanto a propagação termina, ele atende quem ainda tem o IP velho em cache, e ninguém vê o site fora do ar. Ferramentas como o dnschecker.org mostram a propagação por região. Só desligue a origem quando a migração de site estiver 100% propagada.
Quanto custa errar a migração de site e como a FULL entra
Uma migração de site malfeita custa horas de site fora do ar mais o resgate técnico, e é esse retrabalho que o bundle da FULL evita. O plano PRO da FULL sai por R$849,90 e inclui os 17 plugins premium usados numa migração profissional, do UpdraftPlus ao WP Rocket.
Diluído nos 10 sites do plano, dá R$85 por site: menos do que uma licença avulsa de um único plugin de backup. A gente vê no suporte que quem migra com o stack completo ativado por um clique nos planos da FULL resolve a virada sem comprar ferramenta solta no meio do processo. Em vez de licenciar plugin a plugin durante a urgência, o site já chega ao servidor novo com tudo no lugar, e o time fica livre para validar a virada em vez de caçar licença.
Ferramentas de migração de site: Qual usar em cada cenário
A escolha da ferramenta de migração de site depende do tamanho do banco e do seu acesso ao servidor, não de qual é a mais popular. Para sites pequenos, o All-in-One WP Migration resolve num arquivo só, dentro do limite de upload do PHP.
Para sites médios com formulários e Elementor, o Duplicator empacota tudo num instalador único. Para sites grandes ou com banco acima de 1 GB, o WP-CLI é o único que não estoura timeout de PHP durante a importação. O comparativo de plugins de migração detalha os limites de cada um, e a regra prática é simples: quanto maior o banco, mais o WP-CLI vira a opção segura.
Um detalhe que só aparece em operação real: numa migração de site WooCommerce com pedidos entrando durante a janela, qualquer cópia do banco feita antes da virada perde os pedidos criados na diferença de tempo. A saída é congelar o checkout por alguns minutos na virada ou migrar a tabela wp_posts de pedidos por último, com o site novo já no ar. Esse cuidado não está na documentação dos plugins e tende a evitar a perda de vendas que mais gera ticket pós-migração.
Erros comuns que quebram a migração de site
A maioria das migrações de site que falham repete três erros, e todos têm prevenção direta. O primeiro é virar o DNS antes de validar o servidor novo, o que expõe o erro ao público em vez de à sua máquina. O segundo é importar o banco sem search-replace serializado.
Esse segundo erro deixa URLs antigas no wp_options e gera loop de redirecionamento. O terceiro é desligar o servidor antigo cedo demais, antes de a propagação de DNS terminar, cortando quem ainda resolve o IP velho durante a janela.
A correção dos três cabe numa frase: mantenha os dois ambientes no ar, valide pelo arquivo hosts e só desligue a origem após 48 horas. Plugin de cache ativo durante a cópia também atrapalha, porque grava o domínio antigo no cache; limpe o cache no destino logo após o search-replace. Para preparar um ambiente seguro de teste, vale subir um ambiente de staging no WordPress antes da migração de site definitiva.
Perguntas frequentes sobre migração de site
É possível migrar um site WordPress sem tirar o site do ar?
Sim, e é a regra, não a exceção. Basta manter o servidor antigo no ar enquanto o novo é preparado e só virar o DNS depois de validar o destino. Com o TTL do DNS em 300 segundos, a propagação leva poucos minutos e nenhum visitante encontra o site fora do ar. O downtime só aparece quando você desliga a origem antes de a propagação de DNS terminar.
Por que o site mostra o domínio antigo depois da migração?
Porque o banco foi importado sem search-replace serializado e as URLs antigas continuam gravadas em wp_options, nos widgets e no conteúdo do Elementor. Um UPDATE de SQL cru não resolve, pois corrompe os dados serializados. Rode wp search-replace 'antigo.com' 'novo.com' --all-tables pelo WP-CLI e depois wp option get siteurl para confirmar que nenhuma URL antiga sobrou no banco.
Qual a diferença entre migrar com plugin e migrar com WP-CLI?
O plugin, como Duplicator ou All-in-One WP Migration, empacota o site numa interface visual e funciona bem até o limite de upload do PHP. O WP-CLI roda no shell e não estoura timeout, sendo a única opção viável para bancos acima de 1 GB. Para sites pequenos, o plugin é mais rápido de operar; para sites grandes, o WP-CLI evita o erro de importação interrompida que mais gera retrabalho.
Quanto tempo leva a propagação de DNS em uma migração?
Depende do TTL configurado antes da virada. Com TTL em 3600 segundos, a propagação de DNS pode levar até uma hora; reduzindo para 300 segundos com 24 horas de antecedência, cai para cerca de cinco minutos na maioria dos resolvedores. Por isso o passo de baixar o TTL vem antes de copiar arquivos: ele encurta a janela em que dois IPs respondem ao mesmo tempo.
O que validar no servidor novo antes de virar o DNS?
Valide o site novo pelo arquivo hosts local, apontando só a sua máquina para o novo IP. Teste a home, o login no wp-admin, um post interno e, em loja, o checkout do WooCommerce. Confirme também que o search-replace zerou as URLs antigas no banco. Essa validação isolada expõe qualquer erro a você, e não ao público, antes que a migração de site afete um único visitante real.
Próximos passos para migrar com segurança
Uma migração de site sem downtime é menos sobre a ferramenta e mais sobre a ordem: backup testado, TTL reduzido, cópia em paralelo, search-replace serializado, validação por hosts e DNS por último. Seguindo os 6 passos, a virada vira um evento de minutos em vez de uma noite de tensão. Para a virada de host em si, o guia de migração para novo host complementa este tutorial, e o monitoramento de uptime confirma que o site novo se manteve no ar. Para continuar aprendendo, o FULL Academy reúne tutoriais, guias e reviews de WordPress em um só lugar.
















